Igualdade e empoderamento: a consciência negra em 2018

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Há alguns anos, o dia 20 de novembro se tornou símbolo do movimento negro no Brasil. O Dia da Consciência Negra foi uma data reconhecida pela Unesco, braço social e cultural da Organização das Nações Unidas, dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade. Dia 20 de novembro coincide com o dia da morte de Zumbi dos Palmares.

O que representam as outras lideranças negras ao redor do mundo?

Para Bartolina Ramalho Catanante, professora e doutora em educação, atual presidente do grupo TEZ (Trabalho Estudos Zumbi), todas as lideranças negras, do passado e do presente, como Martin Luther King, representam uma luta a favor dos direitos da população negra, historicamente discriminada.

Bartolina lembra que é importante repassar à sociedade o conhecimento sobre a contribuição que estes negros deixaram para a humanidade e que, quando isso acontece:

  • entre os negros, também acontece uma identificação: “quando nos espelhamos na história de Luther King e de Zumbi dos Palmares de forma afirmativa, destacando a contribuição que eles deixaram para a história (…) eu, pessoa negra, me vejo no outro que traz contribuição para a sociedade como um todo”.
  • em toda a sociedade, o real significado de igualdade ganha força: “os negros contribuíram tanto quanto os não negros para o desenvolvimento da sociedade”.

A importância da educação no movimento negro: “a voz da educação é importante”

Izadir de Oliveira, professor e coordenador de projetos étnicos, raciais e culturais na escola Joaquim Murtinho (CG), destaca a importância da educação como auxiliar do movimento negro e do combate ao preconceito e ao racismo e relembra da importância do ensino sobre cultura afro-brasileira e da lei que o institui: “a voz da educação é importante (…) Teoricamente, mostrar de onde surgiu o racismo, porque há relação de poder e domínio econômico, inclusive, isso é uma voz importante”.

O professor conta que o reflexo do ensino relacionado à cultura negra é visível e dá um exemplo pessoal: “nós levantamos questões que incomodam os alunos e deixamos que eles levantem os problemas existentes na sociedade. Fornecemos material para que eles estudem. (…) Há oito anos não vemos um conflito entre os alunos da escola (Joaquim Murtinho) relacionados ao preconceito. Além disso, pudemos observar o empoderamento dos alunos negros que estão na escola: no vestir, na estética, na participação, ao interferir nas aulas e mostrar que eles são importantes na sociedade”.

Acima, assista à entrevista completa

Como marco do Dia da Consciência Negra, a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) organiza uma mesa redonda da Frente dos Pesquisadores Negros, hoje, às 15h e uma oficina de turbantes e tranças, às 16h30. Amanhã, às 15h, acontece a exibição do filme Quanto vale ou é por quilo e às 19h, uma roda de conversa com estudantes cotistas, além de apresentações culturais. A agenda de atividades completas até o dia 30 de novembro está disponível no site.

 

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