Especialistas explicam aumento da passagem de ônibus em Campo Grande

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O aumento de quase 6,7% no valor da passagem de ônibus em Campo Grande, para especialistas, é justificável. O valor da viagem passou, ontem (03), de R$ 3,70 para R$ 3,95, e é previsto em contrato entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus, responsável pela frota, segundo a própria Prefeitura.

Ao #CaféComBlink desta terça-feira (04), o engenheiro civil e consultor de logística e transportes Vernon Kohl explicou, depois de analisar o contrato disponibilizado pela Prefeitura de Campo Grande na internet e seus termos aditivos, que o reajuste da tarifa dos ônibus é definido através de uma fórmula que considera a variação de valores de quatro itens: combustível, salário do motorista, INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e índice de veículos automotores, reboques e autopeças da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ele também afirmou que, para o cálculo do reajuste, devem ser levados em consideração os valores destes quatro itens referentes, tanto ao ano passado, quanto ao ano de 2018. Abaixo, tabela dos valores e variações apresentada à Blink 102 pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande:

Para o economista André Massaro, apesar de o reajuste estar acima da inflação, ele é justificável. Entenda:

Os ouvintes da Blink 102 que concordam com a elevação da tarifa de ônibus mencionam a obrigatoriedade contratual e também a elevação dos valores dos itens da fórmula de cálculo, inclusive do valor do óleo diesel. Apesar disso, muitos outros ouvintes discordam com o pagamento de R$ 3,95 pela passagem, levando em consideração a má qualidade dos ônibus, a falta de habilidade de alguns motoristas e até mesmo os atrasos em determinadas linhas da cidade.

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