Brasil tem ainda mais pessoas em situação de pobreza. E NÃO levanta alternativas para solucionar o problema:

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Entre 2016 e 2017, o Brasil passou a registrar quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. São cerca de 55 milhões de brasileiros que (sobre)vivem com até R$ 136 mensais.

Estes e outros dados foram divulgados ontem, quarta-feira (05), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento do instituto diz respeito ao ano de 2017 e realiza comparações com o ano anterior. Também aparece, entre as informações:

. Aumento em 13% do número de pessoas vivendo em extrema pobreza. Atualmente, são mais de 15 milhões de brasileiros nestas condições.

. Registro de quase 27 milhões de pessoas, no Brasil, que vivem com menos de 1/4 do salário mínimo, o que equivale a cerca de R$ 234 mensais.

Como chegamos a essa situação em tão pouco tempo?

Para o ex-consultor da Unesco para educação, ciência e cultura, Luiz Carlos de Meneses, o desemprego estrutural e a correspondente concentração de renda é uma questão mundial, que se associa às mudanças nas formas de produção e de serviços. Essa questão está ligada aos dados divulgados pelo IBGE em relação ao Brasil. “O país se desindustrializou e tem uma economia centrada na exportação de commodities, que emprega pouco. Assim, o empobrecimento é mais perverso”, afirma.

O que esperar?

“O processo é aprofundado mais rapidamente pelas revoluções tecnológicas, mas não é revertido com a mesma rapidez. A modernização econômica depende de inversões sociais de médio e longo prazos e que envolvem uma educação mais eficaz. Uma alternativa para minimizar a miséria (em curto prazo) seria a criação de ocupações, em frentes de trabalho voltadas para a recuperação de infra-estrutura”, conclui o especialista, que destaca: “nada indica que tais iniciativas estejam cogitadas” (para acontecerem em breve, tomadas pelo governo e por órgãos públicos).

Imagem em destaque: Eduardo Anizelli/Folhapress

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